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Aécio Neves elogia Campos e diz que Dilma não é boa gestora

19/12/2013
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A oito meses da eleição presidencial, a relação entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto, Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) segue cada vez mais estreita tendo um objetivo em comum: derrotar a presidente Dilma Rousseff (PT), que tentará reeleger-se e assegurar o quarto mandado consecutivo do Partido dos Trabalhadores no governo federal. Nesta segunda-feira (10), o tucano mostrou que tanto ele como o gestor pernambucano serão “um inimigo dividido em dois” da petista e elogiou o seu adversário. “O Eduardo é um gestor qualificado, aquilo que eu não vejo no plano federal. Não vejo na presidente da República, nenhuma característica de uma boa gestora”, declarou Aécio.

Em entrevista coletiva, no estado de Santa Catarina, Aécio mostrou estar alinhado com o discurso do governador Eduardo Campos em levar a disputa para o segundo turno. “Vejo a presença do governador Eduardo Campos na disputa, ao contrário do PT, como algo extremamente positivo. O debate vai ser mais plural, outros temas vão vir”, declarou o senador.

O curioso é que a semelhança do discurso de Campos e Aécio ficou evidente até mesmo no que diz respeito a temas como a revisão do Pacto Federativo, uma das principais bandeiras levantadas pelo gestor pernambucano ainda no segundo semestre de 2012. A diferença é que, no caso do tucano, ele chama a sua proposta de “refundação da Federação”.

“Eu, por exemplo, tenho uma proposta que impede que o governo federal dê desonerações sobre as receitas de estados e municípios”, disse o parlamentar. “Bota-se novas despesas para municípios e estados e simplesmente não há de onde tirar esses recursos e os municípios estão aí em situação de insolvência e isso é extremamente grave”, acrescentou.

No decorrer de 2013, a principal crítica de Campos foi referente à condução da política econômica pelo governo Dilma. Ao mesmo tempo, com a finalidade de cravar na cabeça do eleitor que ele (Campos) será um gestor mais eficiente do que a petista, o chefe do Executivo pernambucano tem dito que a inclusão social também deve ser olhada sob o ponto de vista econômico. Em outras palavras, para o governador, o atual ritmo do crescimento econômico brasileiro coloca em risco os investimentos em políticas públicas.

Como consequência, o gestor passou a defender não apenas uma melhor otimização dos investimentos para alavancar o crescimento econômico, mas também uma cultura política que, segundo ele, precisa dar mais atenção à aplicação dos recursos em políticas públicas. Ou seja, segundo Campos, é preciso deixar de lado uma cultura política imediatista, como ele vem colocando em palestras e inserções partidárias.

Por sua vez, Aécio demonstrou, novamente, o alinhamento do seu discurso com o do socialista e criticou a execução de políticas públicas por parte do Governo Federal. “Temos de ter uma política de transferência de renda na saúde, na segurança pública, muito mais ampla para estados e municípios do que esta que existe hoje”, declarou o tucano.

A proximidade entre Campos e o PSDB não é de se estranhar.  O governador já externou em diversas ocasiões as suas considerações positivas a respeito da gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, cacique-mor da legenda tucana. Até mesmo em inserções partidárias, neste ano, Campos frisou que o Brasil elegeu um intelectual, cujo governo foi responsável pela estabilidade da economia. E, de acordo com o presidenciável, a rivalidade entre PT e PSDB deve ser superada, justamente sob o argumento de que não faz sentido os tucanos não reconhecerem a distribuição de renda realizada no governo Lula e, por outro lado, os petistas não reconhecerem FHC como o responsável por colocar a economia brasileira no eixo.

A mesma linha foi adotada pelo tucano ao afirmar que “Temos que superar essa ideia, que o PT quer colocar na cabeça dos brasileiros, de que existem dois Brasis, o Brasil deles que apoia o governo e o Brasil daqueles são contra o governo e, portanto, não seriam favoráveis ao Brasil. Não existe nada disso”, declarou Aécio. “É exatamente a crítica que nós fazemos ao governo que vai nos permitir encontrar, para o Brasil, um caminho de desenvolvimento maior”, complementou.

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